O Cap Av Ricardo Felzcky e o Cap Av Anderson Amaro Fernandes decolaram de Fortaleza/CE a bordo de um avião comercial, no dia 15 de novembro. No percurso, escala em Lisboa, pouso em Londres e uma viagem de carro até Lincoln, distante 300 km da capital inglesa, onde fica a sede da Royal Air Force Aerobatic Team.
Durante quatro dias, nossos pilotos voaram isolados e em formação a bordo das aeronaves Hawk. Antes, porém, submeteram-se a detalhados exames, que atestaram uma perfeita saúde para se aventurar na aeronave estrangeira.
Além das atividades aéreas, os dois pilotos foram recepcionados com um jantar de confraternização e até um jogo de futebol.
Dentre outras curiosidades e particularidades, os pilotos destacaram o fato dos ingleses não almoçarem, fazem apenas um lanche durante o dia, e; terem dedicação exclusiva ao voo, diferente do brasileiro que se ocupa também com atividades administrativas.
No dia 21 de novembro, os pilotos voltaram ao Brasil, pousando em Recife/PE, para se vincularem ao Circuito Nordeste novamente.
Na mala, algumas histórias para contar e a impressão inglesa que já é mundialmente conhecida. “O que mais me impressionou foi a pontualidade dos Red Arrows”, afirmou o Cap Felzcky, que voltou cheio de ideias de melhorias para o Esquadrão brasileiro, cumprindo com a finalidade do intercâmbio.
De qualquer forma, o EDA não deixa nada a desejar em relação aos ingleses. “Não há como comparar os times, pois voamos aeronaves diferentes, mas a nossa estrutura física e a rotina de trabalho estão em grau de igualdade.”, finalizou o experiente piloto.
Sobre o Red Arrows
O time inglês realiza suas demonstrações com 9 aeronaves e têm exatamente 9 pilotos, portanto não há piloto reserva. Cada piloto permanece na equipe durante 3 anos e não possui instrutor, aprendendo as manobras de sua posição de voo sozinhos. Semelhante ao EDA, realizam aproximadamente 100 demonstrações anuais, mas possuem mais de 4000 em sua história.
Mais informações no site http://www.raf.mod.uk/reds/
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