Década de 50. Nasce a Esquadrilha da Fumaça.
O ainda Tenente Mário Sobrinho Domenech, instrutor da Escola de Aeronáutica do Campo dos Afonsos, juntamente com mais três Tenentes aviadores, aproveitaram as horas livres do almoço para treinarem sobre a Barra da Tijuca (Rio de Janeiro) as manobras executadas na aviação de caça.
Usando aviões North American T-6, os cambalhoteiros começaram executando Loopings e Tounneaux com duas aeronaves, para depois se especializarem com quatro aeronaves em formatura diamente.
Como não era autorizado, naquela época, o vôo acrobático em formatura, os primeiros pilotos se dirigiam para a Barra da Tijuca (Rio de Janeiro) para treinar suas manobras.
"CAMBALHOTEIROS" foi o primeiro apelido dado à Esquadrilha por suas peripécias no ar, ainda sem expelir a fumaça que mais tarde lhe daria nome.
Operando ainda no anônimato, os primeiros pilotos utilizavam-se dos mesmos aviões de treinamento dos cadetes novatos.
Tornando-se assunto entre as rodas de conversa da Escola de Aviação, a equipe se fez conhecida por intervenção do então Ten. Cel. Délio Jardim de Mattos, futuro ministro da Aeronáutica, que os apoiou nos primeiros passos. Fascinado por acrobacias, o Ten. Cel. comentou com o comandante da Escola de Aviação, que autorizou a primeira demonstração sobre o campo dos afonsos.
A ESQUADRILHA DA FUMAÇA conquistou seu nome por uma idéia que o Ten. Domenech aprimorou e é a base técnica até os dias de hoje.
A técnica que faz os aviões expelirem fumaça consiste no seguinte: um tanque armazenando óleo fino está ligado por uma mangueira ao escapamento do avião. Acionado pelo piloto, o óleo é injetado no escapamento direito, que é o mais quente. No ar, o óleo se vaporiza e condensa, transformando em fumaça.
Outros modos para se produzir fumaça foram utilizados ao longo da história da Esquadrilha até se chegar ao sistema atual, desenvolvido pelos Anjos da Guarda, melhorando sensivelmente o rendimento das aeronaves.
1963. A Esquadrilha, depois de conquistado o prestígio do público por suas manobras, foi nomeada Unidade Oficial de Demonstrações Acrobáticas da Força Aérea Brasileira, sendo a única no mundo a utilizar, até 1969, aviões convenciais.
Também nesta época o Cel. Braga liderou a equipe, permanecendo a partir daí, durante 17 anos, componente ativo na Esquadrilha.
1980. Foi com o nome de COMETA BRANCO e por intermédio do Brigadeiro-do-Ar Lauro Ney Menezes, comandante da AFA em Pirassununga, que a Esquadrilha da Fumaça voltou à ativa.
Em 10 de julho de 1980, com aviões T-25, o Cometa Branco fazia vôos para comemorar a entrega dos espadins aos cadetes que haviam na Academia naquele ano.
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